Inovações transformam canais de distribuição na hotelaria

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Com a informação disponível em diferentes canais – seja nas agências ou pela internet – os hóspedes modernos estão mais informados e pesquisam antes de fazerem suas escolhas. O Congresso Nacional de Hotéis, o Conotel 2014, debateu, em 10 de abril, as tendências de inovações e tecnológicas que estão transformando a forma como os hóspedes fazem suas escolhas, e a partir dessas, como os hoteleiros podem aproveitar os múltiplos canais existentes para divulgarem os meios de hospedagem.

Tendência é diversificação

Ezequiel Ribeiro, do Sabre Hospitality Solutions, falou como a tecnologia alterou as relações de vendas dos meios de hospedagem e de que forma o hoteleiro pode fazer uso dessa tecnologia. “Hoje a tecnologia auxilia os hotéis a serem conhecidos, hotéis em lugares remotos podem se vender em páginas pela internet”, afirmou. Para Ezequiel o hoteleiro deve escolher qual a melhor estratégia para vender seu produto, mas entre tantas opções de canais de distribuição para o público fica difícil definir qual o que melhor se adapta ao hotel. Ezequiel acredita que concentrar todas as informações em uma base de dados é a melhor alternativa, a partir desse canal único será possível fazer a divulgação. Ezequiel apresentou plataformas que integram informações e permitem fazer o gerenciamento das informações do hotel, se comunicar com diferentes canais de mídias e redes sociais, e que têm interface com outros sistemas de gestão hoteleira.

Para Ezequiel a tendência para o mercado futuro é diversificar. “Hoje temos uma nova característica que é o hóspede que tem acesso à informação, ele pesquisa, é informado por isso é preciso diversificar”. Segundo ele, 7% das reservas hoteleiras, em 2013, foram feitas por mobile, e a expectativa é que este índice cresça 20% este ano. Ainda em 2013, houve um crescimento de 13% das compras online e as chamadas OTAs (agências de viagens online – “Online Travel Agencies”) também tiveram um crescimento de 13%, o que demonstra uma tendência. “Não basta estar conectado é preciso realizar ações para distribuir o hotel. Repensem no que vocês hoteleiros estão fazendo para distribuir o hotel”, afirma Ezequiel.

 

Classificação hoteleira é feita pelos hóspedes

Marco Jorge, que responde pelo Trip Advisor no Brasil, lembrou que antigamente o Guia 4 Rodas, visitava o hotel e fazia uma classificação, baseada em estrelas, mas hoje é o hóspede que faz esse julgamento. “Hoje os hóspedes tem um câmara acoplada ao celular e postam todas as experiências do hotel, os serviços, a comida, até o momento do check out”, afirmou.

“O TripAdvisor é um supermercado de viagens, as pessoas entram e tem um comparativo de preços para voos e para hotéis”, explica Marco. Ele informou ainda que 8% dos usuários estão na América Latina e completa: “são 3,9 milhões de pessoas mensalmente entrando no TripAdvisor, imagina as possibilidades do hotel fazer negócios”, defende.

Outra informação divulgada por Marco Jorge é que 7 em cada 10 usuários da plataforma afirmam que as respostas dos administradores dos hotéis influenciam nas suas decisões, por isso é importante que o empresário responda as “postagens” realizadas no perfil do hotel.

 

Faça a web trabalhar por você

Leonardo Vieira e Vinícius Landucci, da diretoria de novos negócios do Google, falaram sobre as mudanças que estão impactando no comportamento do consumidor, como a massificação de smartphones e a internet. Leonardo lembrou que a internet hoje é a principal fonte de informações do consumidor e que no Brasil temos 104 milhões de pessoas conectadas. “É preciso prestar atenção e fazer a internet trabalhar por vocês”, disse Leonardo.

Eles apresentaram gráficos do Google que demonstram o comportamento das buscas online e como alteram a venda de quartos pelos meios de hospedagem já que o fornecedor pode alcançar o cliente pelas agências e operadores hoteleiros, mas também pelas OTAs e pelos anúncios diretos. “O que demonstra que o cliente hoje tem mais opções e é preciso considerar e aproveitar as características de todos esses clientes”, explica Leonardo.

Tanto o representante do Trip Advisor quanto o do Google afirmaram que é essencial que o hotel tenha um site, garantindo a presença online e que é preciso verificar algumas características como a disponibilização de imagens, ter a possibilidade do cliente fazer a compra pelo site e ter uma boa apresentação. “O cliente entra e vê que o site não é bom, isso pode levar ele a pensar se quer ficar mesmo nesse hotel. O site é quase a recepção do hotel, se o cliente entra e não tem uma boa impressão, pode mudar de ideia”, afirma Leonardo. Segundo Vinícius o Google tem 625 mil buscas sobre viagens por hora. “Tem mais gente procurando sobre viagens que sobre o futebol”, revelou.

Para finalizar, o editor executivo da Mercado e Eventos, Luciano Palumbo, questionou sobre quais seriam as melhores plataformas ou aplicações das tecnologias citadas no negócio da hotelaria e se era preciso desenvolver alguma tecnologia para a hotelaria. Ezequiel, da Sabre, comentou que existe espaço para os hotéis estarem conectados e que a quantidade de informações que o hotel disponibiliza influencia na escolha do hóspede. Marco Jorge completou: “o Hotel não tem que desenvolver tecnologia, tem tudo pronto, só é preciso achar o que melhor se adequa ao perfil do seu produto”, concluiu.

 

Fonte: CNC

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