O Conotel 2014 debateu, em 9 de abril, as exigências do hóspede de lazer, corporativo e de eventos, e o presidente do Conselho de Turismo da CNC, Alexandre Sampaio mediou as discussões entre o presidente do Conselho de Administração da CVC, Guilherme Paulus, o presidente da Trend Operadora, Luis Paulo Luppa; o presidente da Acqua Consultoria, Rodrigo Cordeiro; o presidente do São Paulo Convention & Visitors Bureau, Toni Sando; e o jornalista do Portal Radar, Octávio Neto.
O diferencial ganha valor nos serviços
Guilherme Paulus abordou a hotelaria para os hóspedes que viajam a lazer. Ele afirmou que os consumidores estão cada vez mais exigentes, até por terem a possibilidade de escolherem entre um grande número de produtos e serviços disponíveis no mercado. Segundo Paulus o hóspede hoje, quer mais do que cama e chuveiro e os itens diferenciados ganharam importância. “Precisamos mudar alguns conceitos e focar na segmentação, no estilo de vida e nas preferências do hóspede. A qualidade da experiência é que indicará o nível de satisfação do cliente”, disse.
Paulus afirmou que vai dobrar, até junho de 2014, a intenção de realizar viagens da nova classe média. Ele afirmou que existem alguns conceitos que precisam ser revisto, como a segmentação que não será por classe social, mas por estilo de vida, preferências e comportamentos. Na questão da atratividade não basta apenas ter sol e praia, é preciso ofertar áreas de lazer, apartamentos confortáveis, alimentos e bebidas, entre outros. “Hoje, em muitos casos, o hóspede fica até mais confortável no hotel que em sua própria casa. Quando recebemos o hóspede, temos a obrigação de prestar o melhor serviço à ele”, afirmou.
Multicanais
Diante da quantidade de alternativas de canais para compra de viagens de lazer cresceu exponencialmente nos últimos anos, por isso Paulus lembra a necessidade da divulgação utilizar múltiplos canais. Luis Paulo Luppa, da Trend concorda com a necessidade do hoteleiro utilizar diferentes canais para vender seu produto. “O hoteleiro tem que se preocupar em vender bem via canal direto, mas também tem que investir na distribuição de suas diárias através de agencias, pois ele ganha visibilidade”, afirmou Luppa.
Turismo corporativo e de eventos
Luppa falou ainda sobre o perfil do hóspede corporativo e disse que é preciso criar valores, para o hóspede seja corporativo ou de lazer. “O hóspede corporativo é sempre racional e está mais preocupado com fatores logísticos e a acredito que temos que gerar facilidades para este hospede”, explicou Luppa. Sobre a questão da precificação Luppa afirmou que nunca viu nenhum serviço no mundo dar certo por ter se posicionado pelo valor. “Pensar na qualidade do serviço é determinante; enquanto o preço é premissa de negócio. Nenhuma empresa de serviço consegue se estabelecer apenas por preço”, comentou.
Rodrigo Cordeiro abordou o perfil dos hóspedes de eventos e afirmou que a primeira impressão é muito importante e o atendimento deve traze sempre um sorriso no rosto. “Esse público tem perfil crítico e viajam com muita frequência. Eles sabem o que querem e são formadores de opinião”, disse Cordeiro. Ele lembrou que os eventos e feiras são essenciais para manter o turismo, gerando divisas para o hotel e para o destino. “Não devemos nos esquecer dos eventos, eles são responsáveis por enriquecer os destinos e acelerar o desenvolvimento do Brasil”, afirmou.
Toni Sando finalizou o debate lembrando a importância do atendimento para o setor. “O hoteleiro precisa realizar o atendimento nos mínimos detalhes, buscando um diferencial. Quem trabalha no atendimento, deve gostar de pessoas”, conclui Sando.
Fonte: CNC